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Variabilidade da frequência cardíaca: o que ela diz sobre o seu dia

· Por Equipe EZEED

Você abriu o app e viu um número chamado variabilidade da frequência cardíaca, ou VFC. Ele é bom? A resposta curta: depende de você. A VFC não é nota nem ranking. Não existe um número bom para todo mundo. O que vale é o seu normal e a tendência da semana, e não o número de um dia.

O que é a variabilidade da frequência cardíaca?

É a pequena diferença de tempo entre uma batida do coração e a seguinte, medida em milissegundos. Em repouso, o coração não bate como um metrônomo. O intervalo muda um pouco a cada batida, e é essa variação que o número mostra.

Uma revisão de 2017 sobre o assunto explica bem a ideia. E lembra que a duração da medida muda o resultado: uma medida de poucos minutos e outra de 24 horas não dão o mesmo número. Em inglês, a sigla é HRV. É a mesma coisa.

Por que ela sobe e desce?

Quem regula isso é a parte do sistema nervoso que acelera e desacelera o corpo sem você mandar. Com o corpo em descanso, a variação tende a subir. Em alerta, tende a cair.

A Harvard Health Publishing, braço de divulgação da escola de medicina de Harvard, resume assim: relaxado, mais variação; em alerta, menos. E uma revisão de 37 estudos encontrou o mesmo com o estresse: a VFC muda quando a pessoa está sob pressão.

Por que não comparar com os outros?

Porque o ponto de partida muda de pessoa para pessoa. Idade e sexo mudam o valor de base. O jeito de medir também.

Num estudo com mais de 28 mil pessoas e 9 milhões de medidas feitas ao acordar, a VFC caiu com a idade. Então o número alto do colega de academia não diz nada sobre o seu. Ele tem outra idade, outro corpo e outra rotina. A única comparação que faz sentido é com você mesmo.

O que mexe no seu número de um dia para o outro?

Muita coisa do dia a dia aparece nele. Os estudos citados aqui viram o número mudar com:

  • Treino pesado. O corpo ainda está se recuperando.
  • Álcool. Num estudo com 4.098 trabalhadores, o álcool baixou a VFC e subiu a frequência cardíaca nas três primeiras horas de sono. O efeito cresceu com a dose e apareceu mesmo com pouco. Ser jovem ou ativo não protegeu.
  • Estresse. Semana pesada no trabalho também entra na conta.
  • A fase do ciclo menstrual. O número muda ao longo do ciclo.
  • Os dias em que você não está bem. Nesses dias, o número costuma mexer.

Os autores do estudo com 28 mil pessoas resumem assim: a VFC é um sinal sensível, mas não específico. Ela diz que algo mudou. Não diz o quê. Quem descobre o quê é você, olhando para o seu dia.

Como ler o seu número?

  • Olhe a semana, e não o dia. Um número isolado engana. A média de vários dias mostra a direção.
  • Compare sempre o mesmo momento. Uma leitura feita dormindo não se compara com outra feita à tarde, depois do café. Escolha um momento e fique nele.
  • Dê tempo. Nas primeiras semanas, você está descobrindo o seu normal. Depois, fica fácil ver quando o número sai dele.
  • Anote o contexto. Uma linha por dia basta: treinou, bebeu, dormiu mal, teve prova ou reunião difícil. Com o tempo, o padrão aparece.

O número caiu. E agora?

Antes de qualquer coisa, faça três perguntas:

  • Bebi ontem?
  • Treinei forte?
  • A semana está pesada?

Se a resposta for sim, o número está fazendo o trabalho dele. Ele mostrou que o corpo sentiu. Talvez hoje seja dia de ir leve no treino e dormir mais cedo.

Se ele continuar baixo por vários dias, sem motivo, e você não se sentir bem, vale mostrar ao seu médico. Leve as anotações: elas ajudam na conversa.

Como usar a VFC no treino?

Pense nela como um recado do corpo sobre a recuperação. Não como uma ordem.

O número está perto do seu normal da semana, dormiu bem e o corpo está disposto? É um bom dia para o treino forte que estava no plano. O número caiu bem abaixo do seu normal, e a noite foi ruim? Talvez seja dia de trocar o intervalado por um treino leve, ou de descansar.

O que não vale é mudar tudo por causa de um dia. Um número baixo isolado pode ser só uma noite ruim. Quando a queda se repete por vários dias, aí sim é hora de rever a semana de treino.

E o que a VFC não é?

Não é nota de saúde e não conta a história sozinha. É um sinal a mais para decidir o dia: puxar no treino ou ir leve. Junto com ele, vale o que você sente, como dormiu e o que está vivendo.

E uma nota sobre precisão: os estudos citados aqui explicam a VFC. Nenhum deles testou a EZEED Band ou o EZEED Ring.

A VFC na EZEED

A EZEED Band mede a variabilidade no pulso, junto com o sono e a frequência cardíaca, e mostra tudo no QWatch Pro, o app gratuito da fabricante. No dedo, o EZEED Ring mede a mesma coisa, com o app gratuito da fabricante do anel. São dois apps, um para cada aparelho, e nenhum cobra mensalidade. O preço de hoje está na página da Band.

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