Medir o sono ajuda a dormir melhor? Depende do que você faz com o número
· Por Equipe EZEED
A pulseira não faz ninguém dormir. Medir, sozinho, não resolve nada. Mas o número ajuda de outro jeito: com ele, dá para testar um hábito de cada vez e ver o efeito nas suas próprias noites. Este texto mostra como montar esse teste. E diz a verdade sobre o aparelho: o que ele mede bem e o que mede mal.
O que a pulseira mede à noite?
Duas coisas: o movimento e o coração. A partir delas, o app calcula quando você dormiu, os estágios do sono e o total de horas.
Quão certo é isso? Num estudo de 2021, sete aparelhos de consumo foram comparados com a polissonografia, o exame de sono feito em laboratório. Todos acertaram bem quando a pessoa estava dormindo. Todos erraram mais os momentos em que ela estava acordada. Nos estágios, o resultado variou de um aparelho para outro. Nenhum deles era a EZEED. Uma revisão de 2019 sobre o sono medido por vestíveis descreve limites parecidos.
Na prática: confie mais no total de horas e na regularidade dos horários do que no minuto exato de sono profundo. E saiba que um tempo acordado e parado na cama pode entrar como sono.
Quanto dormir?
O CDC, a agência de saúde pública dos Estados Unidos, recomenda 7 horas ou mais para quem tem de 18 a 60 anos. A National Sleep Foundation fala em 7 a 9 horas até os 64 anos, e em 7 a 8 a partir dos 65.
São recomendações para a população inteira. A necessidade muda de pessoa para pessoa. Por isso, mais do que bater uma meta, vale descobrir quanto você precisa para acordar bem.
O horário também conta?
Conta. Num estudo com 61 universitários, acompanhados por 30 dias, quem dormia em horário irregular tinha o relógio do corpo mais atrasado e pegava menos luz do dia. É uma associação, e não prova de causa. Mas é um bom primeiro teste, porque não custa nada.
Teste: acorde no mesmo horário por 14 dias, inclusive no fim de semana. Anote o total de cada noite. No fim, compare com as duas semanas anteriores.
E o café?
Num estudo de 2013, a cafeína de umas quatro canecas de café coado (400 mg), tomada 6 horas antes de deitar, ainda atrapalhou o sono. O CDC recomenda evitar cafeína à tarde e à noite. Lembre que ela não está só no café: chá preto, mate, refrigerante de cola e energético também têm.
Teste: o último café até o almoço, por duas semanas.
E o álcool?
Ele faz dormir mais rápido. Mas, segundo uma revisão de 2013, a segunda metade da noite fica mais interrompida. E a variabilidade da frequência cardíaca cai nas primeiras horas de sono, como explicamos no texto sobre a VFC.
Teste: compare as noites com e sem.
Luz e tela atrapalham?
Num estudo de 2015, ler antes de dormir numa tela que emite luz, no lugar do livro de papel, atrasou o sono e o relógio do corpo. A manhã seguinte também ficou mais sonolenta.
O CDC sugere desligar as telas 30 minutos antes de deitar e deixar o quarto silencioso, tranquilo e fresco. A EZEED Band ajuda do lado dela: não tem tela para acender de madrugada e tem modo não perturbe.
Teste: celular fora do quarto, ou longe da cama, e um livro de papel nos últimos 30 minutos.
Como não virar refém do número?
Uma noite ruim no gráfico não é sentença. Como você se sente de manhã também conta, e conta muito. Se acordou disposto, a noite serviu, diga o gráfico o que disser.
Se o número virar preocupação, passe uma semana sem olhar. O sono continua lá, e a pulseira continua medindo. E se o cansaço continuar por semanas, a pessoa certa é o médico.
Como montar o seu teste de duas semanas?
- Escolha um hábito só. Horário, café, álcool ou tela. Se mudar tudo de uma vez, você não sabe o que funcionou.
- Anote o que mudou. Uma linha por dia basta: o que você fez, o total da noite e como acordou.
- Compare médias. Olhe a média da semana, e não noites soltas.
- Decida com calma. Se melhorou, fique com o hábito. Se não mudou nada, teste o próximo.
Um exemplo. Nas duas primeiras semanas, você não muda nada: só usa a pulseira e anota. É a sua base. Na terceira e na quarta, você muda um hábito só, como o último café até o almoço. No fim do mês, põe as duas médias lado a lado: o total de horas, a hora em que dormiu e como acordou. Se a diferença for pequena, tudo bem. Você aprendeu que aquele hábito não era o seu problema, e isso também é resposta.
O sono na EZEED
A EZEED Band mede o sono por estágios no pulso, tem modo não perturbe e vai até 7 dias de uso por carga: você não precisa tirar para carregar toda noite. Tudo aparece no QWatch Pro, o app gratuito da fabricante. O preço de hoje está na página da Band.
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De onde vêm os fatos
- CDC, About Sleep.
- Hirshkowitz e outros (2015), Sleep Health.
- Chinoy e outros (2021), Sleep.
- de Zambotti e outros (2019), Medicine and Science in Sports and Exercise.
- Phillips e outros (2017), Scientific Reports.
- Drake e outros (2013), Journal of Clinical Sleep Medicine.
- Ebrahim e outros (2013), revisão sobre álcool e sono.
- Chang e outros (2015), PNAS.
A EZEED Band e o EZEED Ring não são dispositivos médicos: medem, acompanham e estimam. Para qualquer decisão de saúde, o médico continua sendo a pessoa certa.